Curiosidades sobre dados e data centers

1 busca = 1 lâmpadaNessa minha nova fase em que tento voltar a ler mídia impressa, consegui extrair mais algumas informações bacanas da Veja. Ela começa noticiando o lançamento do menor HD portátil do mundo, que tem 500GB de capacidade da fabricante LaCie (leia mais sobre o hardware aqui). Mas, no fundo, a matéria se utiliza da novidade para dar uma revisada no mercado de data centers e armazenamento de informação em geral pelo mundo. Deveras interessante o artigo, por sinal (ia linkar para a versão dele aqui, mas o site da Veja não ajudou muito — sem falar que é fechado para assinantes).

Algumas informações publicadas bem curiosas:

  • 92% das informações produzidas pelo mundo são criadas em formato digital. O restante (8%) é material como papel ou filme.
  • 87 bilhões de e-mails foram enviados diariamente no ano passado. O e-mail só fica atrás do telefone em volume de uso.
  • A conta de luz de todos os data centers do mundo em um ano é de 7.2 bilhões de dólares, mais da metade do PIB do Paraguai (não sei se esse parâmetro foi muito bom…).
  • Em um ano, os 100.000 data centers dos EUA consomem o dobro de toda a eletricidade gasta pelos moradores da região metropolitana de SP no mesmo período.
  • O principal data center do Google, que fica em Oregon, consome a mesma quantidade de energia que uma cidade de 200.000 habitantes. O prédio foi erguido junto a uma hidrelétrica para que a energia custasse mais barato à empresa.
  • Uma única pesquisa num site de buscas consome eletricidade suficiente para alimentar uma lâmpada por meia hora.
  • A geração da eletricidade necessária para alimentar os computadores e sistemas digitais do mundo é responsável por 2% das emissões de dióxido de carbono – o principal gás do efeito estuda – lançadas na atmosfera. Esse é o mesmo índice das emissões produzidas pelo tráfego aéreo no planeta.
  • Se toda a informação do mundo fosse impressa em papel, precisaríamos de 14 trilhões de árvores. Esse papel produzido daria para embrulhar a Terra 7 vezes.

Voltei a ler papel!

Voltei a ler papel!A semana que passou trouxe uma novidade incrível à minha vida: a volta do papel. Não sou analfabeto, mas ultimamente só tenho conseguido me dedicar a leituras triviais do dia-a-dia, muitas delas atreladas ao nosso querido e atribulado WeShow e a tudo o que o envolve. Sempre tive vários e vários livros, afinal, sempre os considerei belíssimos produtos a serem empunhados. Mas, ler que é bom, nada. E a culpa é da tecnologia, sim — pelo menos no meu caso. Até hoje, 98% do que li foi através de um monitor — veja bem, não acho isso bonito.

Aliás, pausa para um belíssimo flashback: já fui protagonista de uma matéria publicada na Superinteressante sobre viciados em internet (ela é de outubro de 2000, e, pasme, acabei de encontrá-la aqui!). A repórter mandou várias perguntas interessantes, foram lá em casa bater algumas fotos minhas abraçadas a um monitor (?) e o resultado foi curioso. Fora as frases que eu não disse com todas as letras, fui classificado como um webaholic — como eu mesmo digo lá. Apesar de tudo, acho que o trecho da própria revista a seguir livra, de certo modo, a minha cara: “Se você ficou impressionado com a rotina de Bruno Parodi, é bom ficar sabendo: ele ainda está longe de ser um caso grave de cyberdependência. Bruno passa metade do dia surfando na web, mas boa parte de suas atividades online dizem respeito aos seus negócios que, aparentemente, até agora não foram prejudicados”. Que alívio…

Apesar do parágrafo acima parecer gratuito, ele serve para ilustrar que em vez de um livro antes de dormir, acabo por embalar um notebook, pilotar um iPhone. É então que voltamos ao início, aos livros e à leitura. O episódio do dia em que bati com o carro enquanto mexia no BlackBerry rendeu frutos positivos. As pequenas rachaduras no pára-choques não foram tão miúdas e a pancada que dei no carro da frente fez o calço do motor ficar capenga. Como a peça não é tão simples de ser encontrada, o carro está parado na garagem, aguardando os reparos.

Desprovido do possante, o negócio foi começar a andar de táxi. Um dia, dois dias e já no terceiro o preço começou a pesar no bolso e, até pelo curto trajeto casa-trabalho, o ônibus pareceu uma justa opção. Apesar da falta de privacidade e as paradas em cada ponto, o ônibus é um incrível alavancador de leituras. 

Sacar um iPhone no grande veículo não é costumeiro, então é aí que entram o jornal, o livro, a revista. Depois de séculos, li a Veja por meia hora sem parar. A própria Wired, há 1 mês encostada, serviu para algo além de suporte de copo. Ah, o papel… Apesar de todas as árvores sacrificadas (sou a favor do replantio), às vezes não há pixel que substitua uma folha. Até gosto das funcionalidades de toque do iPhone, mas tem horas que não há nada como virar uma página com o dedo. 

Se eu fosse moderado talvez equilibrasse o uso da tecnologia e gadgets variados por dispositivos analógicos mais românticos. Meu carro (ou a ausência dele) me fez redescobrir o papel e uma boa leitura. Resta saber até quando isto vai. Adoraria que tivesse longa vida, mas qualquer dia o carro vai acabar voltando a funcionar, não é? 

Entrevista com criador do FriendFeed + alguns comentários sobre o serviço

FriendFeedO futuro.vc, blog do amigo e ex-companheiro de WeShow Marcelo Nóbrega, publicou uma bela entrevista com Paul Buchheit, um dos fundadores do FriendFeed. O serviço, que é, a grosso modo, um agregador de serviços online variados (já são mais de 30), tem tido um hype fortíssimo nas últimas semanas e atraído a atenção do mercado. A entrevista revela a inspiração no Facebook, fala do lançamento em breve de sua API (pouco tempo depois de publicada a entrevista, o ReadWriteWeb já destacava o lançamento de sua API), entre outros pontos de destaque. Vale a leitura.

É realmente uma incógnita dizer se o FriendFeed vai vingar ou não. Tanto pode estar tendo uma repercussão exagerada como pode seguir crescendo. Seu gráfico no Alexa mostra um crescimento vertiginoso recentemente, mas ainda sem consistência ou um padrão que denote sustentação dessa curva. Curiosamente, o Brasil aparece na nona colocação pelo Alexa como país que mais manda visitantes para ele. Será que nossos compatriotas darão um show de popularidade/fidelidade ao FriendFeed assim como fez/faz com outros serviços gringos, tais quais o ICQ ou Orkut?

O pouco que testei há algum tempo não me apeteceu tanto. Sem dúvidas submeter seus dados de outros serviços é moleza no FriendFeed. Mais fácil, impossível. Mas, por enquanto, ainda não parece ter funcionalidades capazes de fazer o usuário voltar mais e mais para conferir o que se passar por lá. Tem potencial, inquestionavelmente, mas precisa saber amarrar melhor algumas pontas dessa brincadeira.

Para fechar, deixo aqui aquela pulguinha para cada orelha que por aqui passar. Mais do que agregar ou não agregar conteúdo, o FriendFeed é a prova cabal do costumo chamar de “autoBBB”. Isto é, uma recente característica do ser humano de permitir (e gostar de) ser monitorado, deixando logado cada passo, cada clique, cada ato seu. É um ponto bem curioso a se estudar.  

Se dirigir, não se conecte

DirigirSegunda passada teria sido um dia normal se eu não estivesse distraído lendo meu BlackBerry (e, neste caso, também estaria se fosse um iPhone ou similar) enquanto dirigia. A distração rendeu uma bela pancada na traseira de uma caminhonete. Por sorte, apenas um arranhão ficou de presente no carro do sujeito e minha placa ficou deveras retorcida, à la biscoito da sorte chinês, além do capô, que ficou mais levantado do que deveria.

Depois fiquei pensando e cheguei a conclusão de que o que houve ficou barato para mim, e que aquilo já poderia ter acontecido há um bom tempo, pois eu já tinha escapado de um bocado de situações parecidas. Mas, como Deus é meu firewall e nada me faltará, aprendi uma lição, e no dia seguinte chequei o BlackBerry apenas uma única vez no trajeto casa-trabalho.

Pode parecer banal, mas é inevitável que num futuro próximo precisemos dirigir e acessar a web, ler e-mail, conversar num IM etc com uma frequência e necessida bem maiores. Não tem jeito, já que é algo que já está sendo embutido no dia-a-dia das pessoas — ao menos, por enquanto, no de quem trabalha com isso. Foi então que surgiu a pergunta que pauta este post: como, diabos, iremos fazer para dirigir e estar conectados simultaneamente?

Antes que eu receba uma saraivada de críticas do tipo “ah, mas o MIT já bolou isso/mas a Volks já tem um carro com aquilo”, vou me ater a apenas divagar sobre o tema, sem entrar nas questões de produto ou tecnologia específica para equacionar o problema, ok? (Mas, claro, amigão/amigona, sinta-se convidado a colocar nos comentários qualquer novidade a respeito)

Indo pelo raciocínio lógico da função de um headset, que atualmente é usado para falar e ouvir, seria cabível um super headset, capaz de fazer seu usuário enxergar o conteúdo de seu gadget e, o que é mais complicado, conseguir interagir com ele. Infelizmente, até onde pude acompanhar, softwares de leitura de textos em voz não costumavam oferecer resultados satisfatórios. Mas seriam, no mínimo, uma boa opção — caso fossem realmente bons — para quem quer ao menos consumir uma informação de um e-mail, de uma página ou de um feed de modo sonoro e, quem sabe, subir dados para a internet também a partir de suas cordas vocais. Uma forma bem natural de proporcionar tais suposições é espetando o bendito gadget no próprio sistema de som do carro, o que já tem sido amplamente utilizado e desbravado pelas necessidades criadas pelo iPod.

Partindo para o lado da ficção científica quase delirante, é possível imaginar algo no melhor estilo Minority Report, filme estrelado pelo Tom Cruise. Ou seja, uma interface holográfica projetada no painel ou no vidro do carro, que permita interação manual com ela. Mas, ainda que seja super criativa, ela esbarra na razão principal desse post: a segurança, afinal, como seria possível dirigir e usá-la sem correr perigo? 

Ainda nesta linha, naturalmente, é de se esperar automóveis que já venham de fábrica com toda essa parafernália integrada, deixando tudo mais conveniente — e, claro, seguro. O espaço está aberto para críticas, discussões, indicações de soluções que já estão pintando por aí, ressaltando que esta é muito mais uma questão filosófica do que propriamente prática.

Enquanto isso, lá vou eu me arriscando com meu BlackBerry entre algumas paradas (bruscas) no trânsito… 

OBS: não sou eu na foto, felizmente.  

Desisti de vender meu Wii

Tinha posto meu Nintendo Wii à venda. Mas, meu nobre amigo Alexandre Carbonell numa de suas andanças pelo Largado em Guarapari, me mostrou a foto abaixo. Diz a lenda que uma vez por ano jogadoras desse quilate disputam divertidas partidas com os proprietários desse renomado console. Trata-se de um “brinde” da fabricante Nintendo e que me fez repensar a questão, naturalmente.

Ok, foi só uma jogada de marketing minha. O Wii continua em busca de quem o queira. Se for o seu caso, wii @ brunoparodi.com.

Não venderei mais meu Wii

iG de home nova

Em primeira mão: semana que vem o iG colocará no ar uma nova versão da sua home-page, que pode ser vista aqui: www.ig.com.br/tour. Um passarinho deveras confiável me passou por IM a novidade, que, por sinal, teve considerável evolução em relação a versão que está atualmente nova ar.

Naturalmente, nada melhor do que dar uma conferida com os próprios olhos e tirar suas conclusões no tour que foi montado para vender as novidades da página principal do portal.

E, então, amigão/amigona, qual é a sua opinião? (Clique na imagem para vê-la na íntegra — sim, o resize abaixo não ficou bonito)

Nova home do iG

Blogar vs. microblogar

Blogar vs. microblogarFazia mais de 4 anos que eu não tentava manter uma periodicidade não muito espaçada de posts. Ok, sejamos francos, eu nunca bloguei decentemente — nem mesmo no saudosíssimo Mahatma Fu (2002-2004) –, mas isso não vem muito ao caso.

Fato é que atualmente venho tentando, a duras penas, atualizar isto aqui. E, pasme, caro leitor, mas quando se tem uma propensão à preguiça de escrever longos textos (sempre fui assim, mesmo quando editei algumas revistas), aliada à tal “doença” da superatividade e ao recente hábito de microblogar fica complicado fazer um post não tão curto. Apesar das primeiras razões aqui apontadas, acuso principalmente o Twitter por esta quase aversão a mais de 140 caracteres.

Dei uma pesquisada e meu primeiro post no Twitter tem data de 29 de agosto do ano que passou. É, não são nem 6 meses de microblog e ele pareceu ter caído como uma luva para aqueles que não se davam bem com posts convencionais não só pela questão dos textos mais enxutos como pela facilidade de publicá-los, seja via IM, mobile ou seja lá o que for.

De lá para cá foram 339 updates (ou microposts, quem sabe) meus no Twitter. Vamos colocar aí uma média de 100 caracteres por posts, o que dá um total 33.900 caracteres nesse tempo. Sabe quando eu iria publicar posts convencionais que totalizasse esse número aqui neste blog em que você se encontra agora? É, nunca mesmo.

Estive na última Web 2.0 Summit em San Francisco e pude assistir a palestra (micro palestra, alías) do Jack Dorsey, CEO do Twitter. A tônica da apresentação não poderia ser outra: simplicidade. E esta simplificação vai da interface do site à própria natureza do serviço. Enfim, tudo alinhado.

Naturalmente, o surgimento da arte do microblogging tem seus conflitos com o ato de blogar. Uma delas, talvez até o momento a mais evidente, é a canibalização entre os dois, uma vez que acabam concorrendo entre si, se não bem administrados. Mas isto pode ser assunto para um futuro post (de um blog, provavelmente)… 

A volta da starMedia?

Ontem estava eu vendo TV, como tento sempre antes de dormir. Acabou um programa do History Channel (ou Discovery, não lembro ao certo…) e eis que surge uma voz “este programa foi um oferecimento de starMedia“, com logomarca, endereço e tudo mais. Jesus, que belíssimo flashback! Despertei na hora, meio que rindo. Voltei no tempo lá para os idos de 98 ou 99, sei lá. Faz tempo mesmo. Naquela época o filme da StarMedia (sim, naquela época o S era maiúsculo) passava em todos os canais, a todo momento, até em horário nobre da Globo.

A “antiga” StarMedia começou em 96, e é considerado o primeiro grande portal voltado para o público latino. Teve a sua frente o uruguaio Fernando Espuelas. Entre as façanhas da empresa, está o fato de ter sido a primeira empresa latino-americana a fazer um IPO no mercado de internet.

A verdade é que eu jurava que ela tinha morrido. Mas cá está ela, com logomarca nova, slogan novo, mas a mesma URL e o mesmo foco no público hispânico. Na verdade, nunca morreu, mas sumiu. Perto da bolha estourar a starMedia tinha bastante apelo. Alguns amigos até chegaram a trabalhar no escritório nova-iorquino deles — eu mesmo cheguei a escrever alguns artigos para lá.

Realmente não sei de maiores detalhes, nem tive tempo para descori-los, mas o fato é que ela saiu de cena e parece ter parado um pouco no tempo. Quem entra atualmente em www.starmedia.com é direcionado para br.starmedia.com que traz apenas uma imagem no header “starMedia Brasil”, mas que nada tem para nós, com tudo sendo oferecido em espanhol mesmo.

Screenshot do portal atual da starMedia

Infelizmente o Alexa só tem dados sobre a visitação do portal a partir do fim de 2001. Mas é possível ver nos gráficos uma retomada do crescimento a partir de 2006. Será que volta? Confira abaixo.

Visitação da starMedia segundo o Alexa

Meu querido CrackBerry

bb_125.jpgDesde julho do ano passado utilizo um incrível BlackBerry Nextel, modelo 7520. No início fiquei feliz, apesar de suas dimensões demasiadamente grandes. Ok, ele tinha uma largura bem maior do que o 8700g, além de uma tela sem muita nitidez e com uma definição que deixava a desejar. Mas, vamos lá, agora usaria telefone, rádio e vários aplicativos online ao mesmo tempo. Na época o iPhone ainda não tinha pintado em terras tupiniquins e o velho BlackBerry era o grande senhor da conectividade portátil.

Mas eis que situações no mínimo estranhas acometem este aparelho que, na teoria é uma belezura, mas costuma ter um comportamento curioso. Isto pelo simples fato de que se alguém quiser te passar um rádio enquanto você estiver usando o seu GTalk (que já vem no bicho) ou qualquer outro aplicativo do aparelho não terá sucesso. Receberá a singela mensagem “usuário ocupado em dados”. Ora, mas qual a razão de um handheld desse se você só puder usar os aplicativos online ou o rádio? Seria mais razoável ter um aparelhinho menor acoplado só para o rádio, pois o que acontece beira o patético.

Fica aqui o registro do meu desapontamento em relação ao meu querido CrackBerry, esse maravilhoso tijolo que fala e faz falar (às vezes).

Convite da Academia iBest

Prêmio iBestOntem recebi e-mail do Caio Tulio me convidando a fazer parte da Academia iBest, que nada mais é do que o chamado Júri Oficial. Naturalmente, aceitei-o na hora. Mas não deixa de ser curioso ter participado de tudo que diz respeito ao iBest desde antes de se chamar iBest (era IWBest – Internet World Best -, por causa da revista, que tive orgulho de ser editor-chefe) e agora ser lembrado. Nice!

Nesta edição, as grandes novidades do Prêmio iBest são:

– Votação com acompanhamento em tempo real;
– Fase única de votação (acabaram as fase de TOP10, TOP3 etc);
– Qualquer usuário pode indicar sites e sugerir categorias novas;
– Votação por celular.

Vale dar uma olhada lá e participar: www.premioibest.com.br