Google, Yahoo!, Live, Ask ou Cuil: quem é o rei das buscas?
July 30, 2008
O Rand Fishkin, CEO da SEOmoz, publicou ontem um belíssimo post analisando os principais mecanismos de busca disponíveis hoje na web. É um daqueles textos para você imprimir e levar na carteira :). A produção da análise teve um forte estímulo por parte lançamento do Cuil, que também levou suas (fracas) notas. Assim, o novato da buscas passou pelo crivo de Rand, sendo comparado aos já estabelecidos Google, Yahoo!, MSN Live! e Ask.com.
A avaliação focou nos seguintes pontos: relevância, cobertura, frescor, diversidade e experiência de uso. Abaixo o tão esperado resultado (que não surpreende, é verdade). De qualquer forma, vale clicar aqui e ler o post completo e conferir o aprofundamento em cada um dos itens que foram abordados pelo autor.
Primeiras impressões sobre o Cuil - “o concorrente do Google”
July 28, 2008
A palavra da moda de hoje, 28 de julho, teve muito mais piadinhas acerca da sua pronúncia do que propriamente efeitos práticos pelo seu uso. O Cuil, que se propõe a ser o grande rival da busca do Google (e, sim, quem sabe, derrotá-lo), promete, mas ainda não convence. Ao menos, no que diz respeito à experiência de uso de quem visita, de quem faz uma busca usando as suas engrenagens.
A começar pelo fato de seus criadores serem engenheiros ex-funcionários do Google, a história já teria grande repercussão. Muito provavelmente pela experiência técnica deles, o Cuil conseguiu captar US$ 33 milhões para iniciar suas operações, o que é um montante bem razoável para um projeto embrionário.
Até este exato momento, o assunto já tinha gerado mais de 1.600 blog reactions no Technorati. No Google Trends também deu o que falar e chegou a estar entre os termos mais procurados do dia. E, assim como tantos projetos atuais como o Orkut, Twitter e outros tantos que já andamos cometando por aqui, este também não aguentou a massa de visitantes e baleiou. Ou seja, andou ficando bem lento, quando não esteve indisponível. (Se eu fosse o investidor, ficaria um pouco desapontado com isso…).
No entanto, apesar de todo o alarde que já se tem em função do surgimento de um opositor ao gigante, o que se vê na web são críticas não muito boas ao Cuil. Por sinal, um bom indicador para isso é o fato do termo “Cuil Sucks” estar entre os mais buscados no Google como diz o Google Trends (ou seria uma informação manipulado pelo próprio Google?), já chegando perto da busca por “Cuil” apenas. (É grande a ocorrência de buscar por “Ciul” e outras formas erradas de se digitar o nome do site).
O Cuil tenta se diferenciar logo de cara com o seu fundo preto (somente visto em sua página inicial). Nas estatísticas, mais disparidades: o Cuil diz ter indexadas 120 milhões de páginas e afirma contemplar 3 vezes mais itens que o Google, que retruca alegando que possui 1 trilhão, mas que nem todos são usados/publicados. Ah, e como poderia esquecer… O Cuil gaba-se de ter custos 10 vezes menores do que o Google para indexar a mesma quantidade de informação. Nesse âmbito, de tantos dígitos, fica difícil dizer quem está com a razão.
Quem quiser procurar por algum termo que não seja em inglês, deve se desapontar. O próprio Cuil confirma não ter indexado todo o conteúdo que não esteja no idioma da rainha do chá, o que não permite fazer uma comparação quando o assunto é uma outra língua.
Vamos ao que interessa: a página de resultado de busca. No Cuil há uma considerável mudança frente ao que é praticado no mercado. O serviço exibe os resultados em 2 colunas, podendo, se o usuário quiser, mudar para 3 colunas (a opção padrão depende da resolução da tela do usuário). Ainda há uma série de filtros que o usuário pode usar, sugeridos sem muita explicação e lógica, diga-se de passagem.
Algumas buscas que experimentei até retornaram mais resultados no Cuil do que no Google US. Mas, em sua maioria, nada relevantes. E este é o problema que mais espanta no Cuil: a relevância dos resultados.
A verdade é que o visitante está pouco interessado qual o algoritmo que rege um serviço do gênero. Ele simplesmente quer um resultado que atenda ao que ele precisa, ao que ele pretente. E isso, infelizmente e ao menos até o momento, não satisfaz.
Torçamos para que o Cuil se desenvolva. Talvez até se alavanque com técnicas de SEO, caso indexe seus resultados na busca do Google, não é?
A arte de baleiar e a web 2.0 (ou Baleias, donuts e a web 2.0)
July 22, 2008
Já estava nos meus planos fazer um post traçando um pequeno paralelo entre o Orkut e o Twitter. O “Bad, bad server. No donut for you” orkutiano e a baleia twitteira içada pelos resistentes passarinhos têm muito mais em comum do que supõe a nossa vã filosofia. Mas, não posso negar, as lambanças recentes de ambos os serviços foram fundamentais para acelerar a sua redação.
No último final de semana o serviço de storage do Twitter, o popular Amazon S3, ficou bem instável, impactando na disponibilidade desse querido microblog. Imagens quebradas e outras maldades tiveram farta distribuição juntos aos usuários. Mas, quem acompanha sabe que esse foi apenas o estopim de vários problemas constantes, que vão da indisponibilidade total do serviço ao castramento de várias funcionalidades importantes, como o uso de Instant Messenger na publicação/recebimento de posts/mensagens.
Há uns 10 dias uma amiga me pediu socorro pois seu perfil no Orkut tinha sido alterado. Suas informações e sua foto foram para o espaço. Ela também sequer conseguia se logar no Gmail com os mesmos dados de acesso ao Orkut. Acabou mandando e-mail ao Google, que respondeu dizendo que a situação tinha sido restabelecida e que tudo tinha voltado a funcionar corretamente. A resposta sugere uma bela mea culpa, diga-se de passagem, uma vez que se eles não tivessem responsabilidade sobre o drama teriam retornado algo como “você é a responsável pelos seus dados de acesso. Se os perdeu, o problema é seu”.
Parecia um lance isolado, mas ontem quem utilizou a maior rede social para brasileiros, notou que boa parte dos nomes de seus amigos estava trocada, experimentando também vários outros inconvenientes. O que parecia pontual, se alastrou. Sabe-se lá se foi um DBA novato ou se ações mais malígnas, fato foi que a repercussão foi grande e desagradável. O ocorrido fez com que ninguém mais pudesse usar o serviço, dando de cara com um tapume do gênero “estamos em manutenção. Volte mais tarde”. (Comentário bobo em cima do que relatou o G1 no trecho linkado acima: imagine ir ao Twitter reclamar dos problemas e o Orkut e também encontrá-lo fora!)
O conceito do bom e velho beta eterno pregado pela web 2.0 serve de escudo para escorregadas de tudo quando é tipo de serviços online. Quedas acontecem e fazem parte de qualquer projeto que está engatinhando e quer ficar em pé, mas tudo tem limite. E, como já dito, o conceito de que tudo está em desenvolvimento na internet atual acaba ajudando a tolerar tais falhas.
O nível de qualidade oferecido tanto pelo Orkut quanto pelo Twitter já estiveram ou estão bem abaixo do aceitável e, pelo menos a olho nu, ninguém arreda o pé deles. Talvez a grande razão para isto esteja no social graph, ou seja, nas conexões entre você e seus amigos, conhecidos etc. Se não fosse isto (e não fosse tão complicado migrar todos os contatos para um concorrente) talvez mais gente já tivesse abandonando esse barco. Viva as relações sociais!
O neologismo constatado pelo surgimento do verbo ”baleiar” é o reflexo disso. Baleiar nada mais quer dizer do que sair do ar ou ratear, estar indisponível. Se um site saiu do ar, ele baleiou. E tudo isso graças àquela belezura de baleia que o Twitter exibe quando algo de errado acontece com o seu sistema. E já tem até site, como o www.baleiando.com.br, para tratar (e tirar um sarro) de problemas desse quilate.
Ainda bem que ainda há humor entre os usuários. Afinal, já já será normal encontrar mensagens de erro com baleias sem qualquer donuts sendo levantadas por pássarinhos felizes. Vai ter gente rindo, vai ter gente que não vai achar tanta graça. Enquando acontecer apenas com redes sociais e serviços não tão estruturais, a coisa pode continuar a ser vista como divertida. O problema vai ser quanto baleias e donuts começarem a visitar sites de bancos e outros serviços vitais. (Ainda bem que não os tenho visto por aquelas bandas… )
O SEO mudou a mídia (e um pouco de webwriting)
July 19, 2008

Desde os primórdios da internet comercial no Brasil, em 95, muito mudou e em todos os seus setores. Talvez um dos fenômenos mais evidentes está na forma com que a mídia escrita se desenvolveu para chegar até este exato momento em que você, coincidentemente, lê mais um texto online. Abaixo breves digavações sobre alguns pontos interessantes quando o assunto é a mídia escrita que consumimos especialmente na web. Acabei por dividir a história em partes pois há períodos bem particulares nesses aproximados 13 anos, que são, mais ou menos estes:
1ª fase: tudo é novo
Lá pelos idos de 90 e poucos sequer havia um volume considerável de web sites para traçar uma análise substancial, como boa parte dos endereços transcrição conteúdo fruto de outras mídias. Na época o mercadinho (porque mercado é hoje, antes era modesto mesmo) não tinha qualquer dado confiável sobre o comportamento do tal internauta, o que fazia da web algo bem similar ao padrão de conteúdo de uma revista, no sentido do tratamento de seus (longos) textos. Tanta novidade também resultava na falta de premissas na hora de criar/formatar produtos especialmente para a internet. Ou, seja uma mídia ainda sem identidade e tentando entender para que lado iria cair. Era a fase das novidades, dos GIFs animados com chamas, nomes que vinham e voltavam e um certo fascínio com a invenção do Flash e suas aplicações. Apesar da banda estreitíssima que se tinha, um bom site não se fazia sem GIFs, contadores e até música de fundo. Aliás, tinha site que era puro imagemap!
2ª fase: tudo é novo, mas não é bem assim…
Mais um punhado de tempo e, lá pelo ano 2.000, webwriting tornou-se a palavra da moda, afinal, entendeu-se que a internet tinha suas particularidades e lidar com caracteres na tela do computador era diferente de encontrá-los estampados em papel (ou em qualquer outra mídia). Títulos mais curtos e atraentes, bullets, paginações e textos não tão extensos foram itens que pularam para a pauta de quem lidava com o mercado digitial, prontamente assimilado e praticado. Enfim, os dados e estatísticas que enfim brotavam serviam para um retorno prático aos profissionais e usuários digitais, afinal, não só apareceram pesquisas e informações a respeito dos hábitos do usuário, como passou a ser possível saber que chamada gerava mais cliques, quantos cliques cada uma teve etc. E um dado relevante nesta etapa é que tais conhecimentos e práticas estavam centralizados em jornalista e outros profissionais que lidavam com produção de conteúdo para a rede. Os GIFs sacolejantes, Flash e afins continuavam lá, mas com mais parcimônia e tantas descobertas fizeram da web um grande tubo de ensaios.
Se por um lado as métricas para acompanhamento das performances de uma chamada ou de uma página qualquer atestavam o que funcionava ou não, por outro elas incentivaram a briga por cliques e mais page views (diretamente proporcionais aos tão venerados ad views). Quem pagou a conta e o pato foi o usuário, que recebeu de presente textos curtos e enigmáticos. Quem não lembra da quantidade de “clique aqui”, “leia mais”, “veja mais”?
3ª fase: ok, sejamos justos
A 3ª fase demorou um pouco mais a surgir —se comparada em relação ao tempo da 1ª para a 2ª. Começou a ser mais propriamente falada (e aceita) com a consolidação do Google enquanto fenômeno na reinvenção como mecanismo de busca, com um justo destaque para o algoritmo que o regia. Sua popularidade era uma bola de neve, e quanto mais falava-se sobre ele, mais visitas lhe rendiam. O movimento arregalou os olhos do já grandinho mercado, que entendeu que o Google assumiria um importante papel na canalização de visitas para qualquer endereço. E eis que chegamos no panorama que temos atualmente em vigor.
Baseados tanto na documentação oficial do Google quanto em achismos e alquimias de outros tantos, as regras que ditavam o tal algoritmo foi alvo de curiosidade, estudos e especulações. Algumas conclusões foram unânimes: ”títulos são importantes, títulos são relevantes!”. E, por mais que a 2ª onda pregasse que os títulos de um texto numa página qualquer tinham que ser miúdos e até misteriosos em prol do clique, a 3ª veio com força para trazer de volta palavras importantes que antes poderiam ser suprimidas. Tudo bem que a arquitetura da informacão da tal web 2.0 é menos esprimida, mas isso não quer dizer que atualmente tenhamos uma baita oferta de espaço para se digitar em profusão.
Na outra mão, técnicas tradicionais de escrita que costumavam evitar a repetição (e monotonia) de termos, foi por água abaixo por causa do SEO, que premia a densidade moderada de uma palavra. E a partir do momento que existe a democratização do acesso à internet, é preciso esquecer que quem navega é especialista no assunto e deixar tudo muito claro, com palavras fáceis e óbvias (até mesmo para serem facilmente achadas numa busca). E, por mais que as conexões estejam ficando cada vez mais velozes, imagens e outros arquivos deram lugar a texto, puro texto.
Os blogs e a descentralização da mídia nas mãos de qualquer indivíduo alavancaram a necessidade das buscas, que passaram a orientar o usuário a encontrar o que queria frente a imensa varidade de fontes disponíveis. E, curiosamente, vimos uma incrível volta às origens com o retorno triunfal do hipertexto e seus magníficos hiperlinks. Ao invés do génerico e sacal ”clique aqui” para levar o visitante para o site da padaria, o editor passou a linkar dizendo “veja aqui que máximo o site da padaria do João”. Linkar voltou a ser bom e não é mais entendido como mandar o usuário embora dos seus domínios.
Quem acaba sendo favorecido ou punido com tudo isso é sempre o usuário. Agora ele consome conteúdo mais honesto e objetivo, sem truques e pegadinhas. Mas não só nisso. Na 3ª onda ganhou com a nova lógica do Google, que premia conteúdos frescos, afins, relevantes—seja lá o que isso quer dizer. E, a verdade seja dita, parece que está funcionando.
Agora é aguardar até a próxima onda.
O Google e o computador nas nuvens (cloud computing)
May 7, 2008
Pode parecer um comentário cretino e pretencioso, mas num dos meus ataques imaginativos, fiquei pensando como seria bom se cada vez mais informações e softwares estivessem online, se pouco importasse o computador que você estivesse usando. O devaneio envolvia situações de trabalho, onde você poderia mudar de ponto sem mudar de máquina, mantendo os programas e informações praticamente intactos e acessíveis independemente de onde você esteja. Na verdade, é até o que boa parte do conceito da web 2.0 prega. Mas, entre delirar e fazer há uma imensa distância. E é aí que entra o Google.
O mais legal dessa história toda é que esse conceito existe e se chama cloud computing ou, como tem sido chamado em português, computador nas nuvens. Nesse caso, as nuvens são os micros que compõem essa tal internet e elas podem prover ao usuário tudo o que ele precisa e costuma usar atualmente sem ser a necessidade de um computador parrudo—muito pelo contrário. A tendência é que os micros sejam extremamente básicos e, por consequência, mais baratos e acessíveis. Algo como teclado, mouse, monitor e um chip que vai se encarregar de fazer a ligação dele com a rede. Mas, por outro lado, se tudo estiver online, haverá um consumo de banda maior, o que pode incorrer em aumento de custo para o usuário final.
As novidades pesarão para o lado dos servidores, que passarão a fazer o trabalho pesado. E, como essa conta terá de ser paga por alguém, sugere-se que seja pelas empresas que estiverem oferecendo a parte de serviços, que serão as grandes estrelas do jogo, sendo peças-chave nele. Coitados dos fabricantes de hardware…
Apesar de começar a pipocar em 2007, o cloud computing começa a ser mais falado agora. O tema virou matéria do Jornal da Globo e pode ser visto na íntegra no vídeo abaixo, que traz trechos como: “As fotos da família, os vídeos, a planilha com as contas da empresa, os textos… Virtualmente, tudo pairando sobre nós. Você acessa seus dados de qualquer computador, em qualquer lugar. E mais do que isso: os programas também ficam nas nuvens. Você recebe em sua tela o processador de textos, o editor de fotografias, enfim, o software que bem entender. ” Mais do que falar de computador, nuvens e afins, vale a pena conferir no vídeo a primeira entrevista de Eric Schmidt para uma TV latino-americana.
A hora é de aguardar e ver se é nuvem passageira ou não. Torçamos para que ela chegue logo e para que faça uma boa bagunça por aí.
Veja íntegra da reportagem do Jornal da Globo sobre cloud computing:









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