Um e-mail e uma revista 10 anos depois

May 24, 2008

internet_world_cover.jpgVocê sabe que está ficando velho quando uma novidade envolve algo que começou há 10 anos. E foi o que aconteceu comigo e através deste blog aqui.

Há alguns dias recebi um e-mail, através do endereço do blog, de subject “LEitura de Uma Revista – Profissionais da Rede AGOSTO 98”—exatamente assim, com parte em caixa alta e parte em baixa. Fiquei curioso e, quando li, vi que tinha realmente a ver com a querida revista Internet World (IW), onde trabalhei dese o seu início e cheguei a ser editor-chefe. Aos mais novos—e é aí, de novo, que você realmente confirma que é velho—, a Internet World foi a primeira revista impressa sobre internet no Brasil. Era editada pela MantelMedia no Rio de Janeiro e fez história, refletindo tudo o que acontecia no começo da rede. Se não me engano, ela nasceu e 95 e foi encerrada em 98 mesmo ou 99.

Ao abrir o e-mail fiquei impressionado pois ele era bem extenso, trazendo 14 parágrafos de bastante texto. E era de fato uma grande história (e uma história grande).

Fui lendo com atenção. Tratava-se de um antigo novo leitor da IW. Ele dizia que em 98 seu pai tinha dado de presente para ele uma edição da revista sobre novas profissões que a internet começava a criar. Na época ele não leu o artigo e deixou-o encostado na casa do pai. De lá pra cá ele fez de tudo: trabalhou na Fiema, teve uma produtora musical, entre outras experiências. Mas nada que, segundo ele, o satisfizesse.

O último capítulo desse causo aconteceu há poucos meses, quando ele reencontrou a revista na casa de seu progenitor e, enfim, degustou a edição de 98 com calma. Resolveu então largar tudo e trabalhar com redes, conectividade e esse mundinho fantástico de Matrix.

O e-mail foi justamente para me agradecer por ter escrito o artigo e tê-lo influenciado a trabalhar com internet. Respondi dizendo que ficava muito honrado com tudo (e realmente feliz) e alertava que de lá pra cá muita coisa tinha mudado e que várias outras profissões ou ocupações relacionados ao mundinho digital andaram pintando por aí.

É bem curioso como tudo isso ocorreu e como algo que você produziu num passado razoavelmente distante pôde ter na vida de uma pessoa. Mais curioso é o fato de que o objeto desse história não é algo que está propriamente digitalizado, mas uma revista em átomos, puro papel.

Novamente, desejo muita sorte ao leitor, um futuro companheiro de mercado digital.

OBS: a imagem que usei tanto na home do blog quanto aqui no post, naturalmente, não é a capa da edição citada, e sim uma da edição americana apenas para efeito de ilustração. Qqualquer dia vou escanear a capa original dessa edição (e, quicá, a própria matéria) para disponibilizar aqui.

SuperaCão: o cão bípede

May 9, 2008

Me passaram essas fotos e eu fiquei maravilhado com a garra desse cachorro que, mesmo aleijado, encontrou a sua forma de continuar em frente—literalmente. Mesmo sem as patas da frente o bichinho caminha normalmente. Se alguém achar algum vídeo dele, manda pra cá. É o SuperaCão!

Pouco depois de publicadas as fotos, achei o vídeo. Confira comigo: 

cao_04.jpgcao_03.jpgcao_02.jpgCachorro campeão

O Google e o computador nas nuvens (cloud computing)

May 7, 2008

Cloud computing/Computador nas nuvensPode parecer um comentário cretino e pretencioso, mas num dos meus ataques imaginativos, fiquei pensando como seria bom se cada vez mais informações e softwares estivessem online, se pouco importasse o computador que você estivesse usando. O devaneio envolvia situações de trabalho, onde você poderia mudar de ponto sem mudar de máquina, mantendo os programas e informações praticamente intactos e acessíveis independemente de onde você esteja. Na verdade, é até o que boa parte do conceito da web 2.0 prega. Mas, entre delirar e fazer há uma imensa distância. E é aí que entra o Google.


O mais legal dessa história toda é que esse conceito existe e se chama cloud computing ou, como tem sido chamado em português, computador nas nuvens. Nesse caso, as nuvens são os micros que compõem essa tal internet e elas podem prover ao usuário tudo o que ele precisa e costuma usar atualmente sem ser a necessidade de um computador parrudo—muito pelo contrário. A tendência é que os micros sejam extremamente básicos e, por consequência, mais baratos e acessíveis. Algo como teclado, mouse, monitor e um chip que vai se encarregar de fazer a ligação dele com a rede. Mas, por outro lado, se tudo estiver online, haverá um consumo de banda maior, o que pode incorrer em aumento de custo para o usuário final.

As novidades pesarão para o lado dos servidores, que passarão a fazer o trabalho pesado. E, como essa conta terá de ser paga por alguém, sugere-se que seja pelas empresas que estiverem oferecendo a parte de serviços, que serão as grandes estrelas do jogo, sendo peças-chave nele. Coitados dos fabricantes de hardware…

Apesar de começar a pipocar em 2007, o cloud computing começa a ser mais falado agora. O tema virou matéria do Jornal da Globo e pode ser visto na íntegra no vídeo abaixo, que traz trechos como: “As fotos da família, os vídeos, a planilha com as contas da empresa, os textos… Virtualmente, tudo pairando sobre nós. Você acessa seus dados de qualquer computador, em qualquer lugar. E mais do que isso: os programas também ficam nas nuvens. Você recebe em sua tela o processador de textos, o editor de fotografias, enfim, o software que bem entender. ” Mais do que falar de computador, nuvens e afins, vale a pena conferir no vídeo a primeira entrevista de Eric Schmidt para uma TV latino-americana.

A hora é de aguardar e ver se é nuvem passageira ou não. Torçamos para que ela chegue logo e para que faça uma boa bagunça por aí.

Veja íntegra da reportagem do Jornal da Globo sobre cloud computing:



Curiosidades sobre dados e data centers

May 4, 2008

1 busca = 1 lâmpadaNessa minha nova fase em que tento voltar a ler mídia impressa, consegui extrair mais algumas informações bacanas da Veja. Ela começa noticiando o lançamento do menor HD portátil do mundo, que tem 500GB de capacidade da fabricante LaCie (leia mais sobre o hardware aqui). Mas, no fundo, a matéria se utiliza da novidade para dar uma revisada no mercado de data centers e armazenamento de informação em geral pelo mundo. Deveras interessante o artigo, por sinal (ia linkar para a versão dele aqui, mas o site da Veja não ajudou muito—sem falar que é fechado para assinantes).

Algumas informações publicadas bem curiosas:

  • 92% das informações produzidas pelo mundo são criadas em formato digital. O restante (8%) é material como papel ou filme.

  • 87 bilhões de e-mails foram enviados diariamente no ano passado. O e-mail só fica atrás do telefone em volume de uso.

  • A conta de luz de todos os data centers do mundo em um ano é de 7.2 bilhões de dólares, mais da metade do PIB do Paraguai (não sei se esse parâmetro foi muito bom…).

  • Em um ano, os 100.000 data centers dos EUA consomem o dobro de toda a eletricidade gasta pelos moradores da região metropolitana de SP no mesmo período.

  • O principal data center do Google, que fica em Oregon, consome a mesma quantidade de energia que uma cidade de 200.000 habitantes. O prédio foi erguido junto a uma hidrelétrica para que a energia custasse mais barato à empresa.

  • Uma única pesquisa num site de buscas consome eletricidade suficiente para alimentar uma lâmpada por eia hora.

  • A geração da eletricidade necessária para alimentar os computadores e sistemas digitais do mundo é responsável por 2% das emissões de dióxido de carbono – o principal gás do efeito estuda – lançadas na atmosfera. Esse é o mesmo índice das emissões produzidas pelo tráfego aéreo no planeta.

  • Se toda a informação do mundo fosse impressa em papel, precisaríamos de 14 trilhões de árvores. Esse papel produzido daria para embrulhar a Terra 7 vezes.