Um e-mail e uma revista 10 anos depois
May 24, 2008
Você sabe que está ficando velho quando uma novidade envolve algo que começou há 10 anos. E foi o que aconteceu comigo e através deste blog aqui.
Há alguns dias recebi um e-mail, através do endereço do blog, de subject “LEitura de Uma Revista – Profission
Ao abrir o e-mail fiquei impressionado pois ele era bem extenso, trazendo 14 parágrafos de bastante texto. E era de fato uma grande história (e uma história grande).
Fui lendo com atenção. Tratava-se de um antigo novo leitor da IW. Ele dizia que em 98 seu pai tinha dado de presente para ele uma edição da revista sobre novas profissões que a internet começava a criar. Na época ele não leu o artigo e deixou-o encostado na casa do pai. De lá pra cá ele fez de tudo: trabalhou na Fiema, teve uma produtora musical, entre outras experiências. Mas nada que, segundo ele, o satisfizesse.
O último capítulo desse causo aconteceu há poucos meses, quando ele reencontrou a revista na casa de seu progenitor e, enfim, degustou a edição de 98 com calma. Resolveu então largar tudo e trabalhar com redes, conectividade e esse mundinho fantástico de Matrix.
O e-mail foi justamente para me agradecer por ter escrito o artigo e tê-lo influenciado a trabalhar com internet. Respondi dizendo que ficava muito honrado com tudo (e realmente feliz) e alertava que de lá pra cá muita coisa tinha mudado e que várias outras profissões ou ocupações relacionados ao mundinho digital andaram pintando por aí.
É bem curioso como tudo isso ocorreu e como algo que você produziu num passado razoavelmente distante pôde ter na vida de uma pessoa. Mais curioso é o fato de que o objeto desse história não é algo que está propriamente digitalizado, mas uma revista em átomos, puro papel.
Novamente, desejo muita sorte ao leitor, um futuro companheiro de mercado digital.
OBS: a imagem que usei tanto na home do blog quanto aqui no post, naturalmente, não é a capa da edição citada, e sim uma da edição americana apenas para efeito de ilustração. Qqualquer dia vou escanear a capa original dessa edição (e, quicá, a própria matéria) para disponibilizar aqui.
SuperaCão: o cão bípede
May 9, 2008
Me passaram essas fotos e eu fiquei maravilhado com a garra desse cachorro que, mesmo aleijado, encontrou a sua forma de continuar em frente—literalmente. Mesmo sem as patas da frente o bichinho caminha normalmente. Se alguém achar algum vídeo dele, manda pra cá. É o SuperaCão!
Pouco depois de publicadas as fotos, achei o vídeo. Confira comigo:




O Google e o computador nas nuvens (cloud computing)
May 7, 2008
Pode parecer um comentário cretino e pretencioso, mas num dos meus ataques imaginativos, fiquei pensando como seria bom se cada vez mais informações e softwares estivessem online, se pouco importasse o computador que você estivesse usando. O devaneio envolvia situações de trabalho, onde você poderia mudar de ponto sem mudar de máquina, mantendo os programas e informações praticamente intactos e acessíveis independemente de onde você esteja. Na verdade, é até o que boa parte do conceito da web 2.0 prega. Mas, entre delirar e fazer há uma imensa distância. E é aí que entra o Google.
O mais legal dessa história toda é que esse conceito existe e se chama cloud computing ou, como tem sido chamado em português, computador nas nuvens. Nesse caso, as nuvens são os micros que compõem essa tal internet e elas podem prover ao usuário tudo o que ele precisa e costuma usar atualmente sem ser a necessidade de um computador parrudo—muito pelo contrário. A tendência é que os micros sejam extremamente básicos e, por consequência, mais baratos e acessíveis. Algo como teclado, mouse, monitor e um chip que vai se encarregar de fazer a ligação dele com a rede. Mas, por outro lado, se tudo estiver online, haverá um consumo de banda maior, o que pode incorrer em aumento de custo para o usuário final.
As novidades pesarão para o lado dos servidores, que passarão a fazer o trabalho pesado. E, como essa conta terá de ser paga por alguém, sugere-se que seja pelas empresas que estiverem oferecendo a parte de serviços, que serão as grandes estrelas do jogo, sendo peças-chave nele. Coitados dos fabricantes de hardware…
Apesar de começar a pipocar em 2007, o cloud computing começa a ser mais falado agora. O tema virou matéria do Jornal da Globo e pode ser visto na íntegra no vídeo abaixo, que traz trechos como: “As fotos da família, os vídeos, a planilha com as contas da empresa, os textos… Virtualmente, tudo pairando sobre nós. Você acessa seus dados de qualquer computador, em qualquer lugar. E mais do que isso: os programas também ficam nas nuvens. Você recebe em sua tela o processador de textos, o editor de fotografias, enfim, o software que bem entender. ” Mais do que falar de computador, nuvens e afins, vale a pena conferir no vídeo a primeira entrevista de Eric Schmidt para uma TV latino-americana.
A hora é de aguardar e ver se é nuvem passageira ou não. Torçamos para que ela chegue logo e para que faça uma boa bagunça por aí.
Veja íntegra da reportagem do Jornal da Globo sobre cloud computing:
Curiosidades sobre dados e data centers
May 4, 2008
Nessa minha nova fase em que tento voltar a ler mídia impressa, consegui extrair mais algumas informações bacanas da Veja. Ela começa noticiando o lançamento do menor HD portátil do mundo, que tem 500GB de capacidade da fabricante LaCie (leia mais sobre o hardware aqui). Mas, no fundo, a matéria se utiliza da novidade para dar uma revisada no mercado de data centers e armazenamento de informação em geral pelo mundo. Deveras interessante o artigo, por sinal (ia linkar para a versão dele aqui, mas o site da Veja não ajudou muito—sem falar que é fechado para assinantes).
Algumas informações publicadas bem curiosas:
- 92% das informações produzidas pelo mundo são criadas em formato digital. O restante (8%) é material como papel ou filme.
- 87 bilhões de e-mails foram enviados diariamente no ano passado. O e-mail só fica atrás do telefone em volume de uso.
- A conta de luz de todos os data centers do mundo em um ano é de 7.2 bilhões de dólares, mais da metade do PIB do Paraguai (não sei se esse parâmetro foi muito bom…).
- Em um ano, os 100.000 data centers dos EUA consomem o dobro de toda a eletricidade gasta pelos moradores da região metropolitana de SP no mesmo período.
- O principal data center do Google, que fica em Oregon, consome a mesma quantidade de energia que uma cidade de 200.000 habitantes. O prédio foi erguido junto a uma hidrelétrica para que a energia custasse mais barato à empresa.
- Uma única pesquisa num site de buscas consome eletricidade suficiente para alimentar uma lâmpada por eia hora.
- A geração da eletricidade necessária para alimentar os computadores e sistemas digitais do mundo é responsável por 2% das emissões de dióxido de carbono – o principal gás do efeito estuda – lançadas na atmosfera. Esse é o mesmo índice das emissões produzidas pelo tráfego aéreo no planeta.
- Se toda a informação do mundo fosse impressa em papel, precisaríamos de 14 trilhões de árvores. Esse papel produzido daria para embrulhar a Terra 7 vezes.





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