Folha Universal, Iron Maiden e o número da Besta

March 5, 2008

Como não me meto em questões religiosas e respeito todas as convicções, segue a imagem que recebi da suposta capa da Folha Universal, jornal da Igreja Universal do Reino de Deus, sobre fãs do Iron Maiden que foram ao show da banda em SP.

Folha Universal, Iron Maiden e o número da Besta

Google Reader no seu site/blog

March 5, 2008

OK, muitos vão dizer que é velho, antigo, mofado, mas só hoje dando a minha olhada diária nos feeds atualizados no Google Reader me deparei com um box avisando sobre o badge do serviço. Como o link para geração do badge do assinante é contextual, contendo parâmetros do usuário em questão, não pude colar aqui a URL para tal. Mas, para quem ainda não usa, seguem  as instruções para para se chegar lá:

1. Logue-se e clique no item “Your shared items” no menu lateral da esquerda (em português creio ser “Meus itens compartilhados”);

2. Você vai cair na página de compartilhamento de artigos, e no canto inferior do box da direita vai aparecer “Put a clip on your site or blog;

3. Vai brotar um pop-up. Lá é só configurar o bicho e pegar o código para acoplar ao seu site/blog.

Naturalmente, o produto pode melhorar, permitindo não somente a exibição dos itens compartilhados pelo usuário, mas como um feed em específico. Fica aí a dica.

Créu e pimenta no futebol carioca

March 4, 2008

Polêmica no futebol cariocaJá fazia um bom tempo que o futebol carioca não andava tão apimentado. Arrisco a dizer, até, que no cenário brasileiro isso já não acontecia tão fortemente. E o início dessa história vem com o fortalecimento principalmente de Flamengo e Fluminense para a Libertadores, que já deu uma bela promovida na perspectiva de um Carioca forte para 2008. Botafogo refez o time buscando jogadores dispostos e obedientes. Já o Vasco, talvez por questões financeiras, assistiu os rivais se mexendo e resolveu dar um tiro ou outro, trazendo Edmundo, Beto & cia para formação do elenco.


O primeiro clássico do ano já sinalizava o que viria pela frente. Em jogo com lances polêmicos e acalorados, o Bota bateu o Vasco por 3 a 2, no dia 2 de fevereiro. O bate-boca rendeu a semana toda e só foi sossegar com segundo clássico da competição, o Fla-Flu do dia 10 do mesmo mês. Com os dois times já classificados paras as semifinais, os adversários entraram sem suas principais estrelas, à exceção de Thiago Neves pelo lado tricolor, que acabou sendo o nome da partida, marcando 3 gols, no 4 a 1 sobre o rubro-negro.

A imprensa dividiu as manchetes entre a bola que o meia bateu com a tal dança do créu. O que ninguém comentou foi o fato de que a coreografia do meia não tinha nada de funk, e sim algo que se assemelha mais ao axé, ou seja lá o que for. Verdade seja dita, a idéia do créu começou nas arquibancadas, com uma iniciativa espontânea da torcida pó-de-arroz ai final da disputa. No entanto, quem levou os (maus) créditos foi Thiago—que, vale dizer, também não tem nada de santo.

Na semana seguinte o clima não melhorou. Os jogadores do Fla repercutiam negativamente a dança e os do Bota já garantiam que com eles não teriam nada daquilo. Não deu outra: com a vitória do Glorioso sobre o Tricolor por 2 a 0 e mais créu por parte dos jogadores e da torcida botafoguense. Washington, atacante do Flu, não entendeu o por quê dos botafoguenses terem tomado as dores do clube da Gávea.

Os mais recentes episódios tem a data do último domingo, dia 24 de fevereiro. Em mais um jogo polêmico, o Flamengo faturou o título da Taça Guanabara com belo gol de Tardelli na virada por 2 a 1 em cima do Fogão. O jogo foi marcado por uma bela disputa entre as equipes, por lances polêmicos do árbitro Marcelo de Lima Henrique (que anda recebendo ligações de botafoguenses), 3 expulsões e um gol de virada plasticamente memorável já nos descontos. Após o jogo, renúncia do presidente alvi-negro, desabafo emocionado por parte dos atletas, acusações e mais pano para manga.

Como se não bastasse, em jogo pela Libertadores na quarta após o clássico, Souza marca para o Fla e comemora debochando do choro dos rivais. Só que dessa vez com repercussão em todos os outros clubes: Thiago Neves (“Quero ver o que vão falar agora…”), Tulio (“Souza deveria jogar pelada”) e até Eurico Miranda (“Quem é Souza?”).

As provas são irrefutáveis: o que devia ficar no campo descambou para o bate-boca. Se por um lado esse movimento pode promover ainda mais o campeonato, por outro é um pulo para acirrar ainda mais a rivalidade entre as torcidas—que já não anda pouca. Agora é aguardar os próximos capítulos que pintarão nesse segundo turno, a Taça Rio, e torcer para que as torcidas levem tudo isso como deveria ser: na esportiva.

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